Instrutor
Dalton Fonseca Junior
Aulas
4
Atualizado em
26/02/2026
Esta imersão técnica aborda a transição dos modelos de controle de vetores, do antigo sistema vertical centralizado para a gestão descentralizada e intersetorial exigida pelo SUS. Em um bate-papo de alto nível estratégico, o mestre Dalton Fonseca Júnior detalha como estruturar programas que sobrevivam a mudanças políticas e garantam eficácia técnica através do monitoramento rigoroso e da participação comunitária.
🎯 Objetivo da Aula
Capacitar o aluno a planejar, implantar e gerenciar programas municipais de controle de vetores, utilizando os 10 componentes do Programa Nacional (PNCD) para otimizar recursos financeiros e humanos, reduzir a densidade vetorial e antecipar bloqueios de transmissão viral.
🎓 Você vai aprender:
● Sustentabilidade do Programa: A necessidade crítica de equilibrar o compromisso político com a garantia de recursos financeiros para evitar o abandono das ações e a reinfestação.
● Gestão por Indicadores: Como utilizar o Decálogo do PNCD para integrar as vigilâncias epidemiológica, entomológica e sanitária.
● Mapeamento de Riscos Urbanos: A diferenciação operacional entre Pontos Estratégicos (focos geradores, como ferros-velhos) e Imóveis Especiais (focos disseminadores, como hospitais e escolas).
● Logística Reversa e Parcerias: O papel da intersetorialidade e de iniciativas como a Recicla ANIP no descarte adequado de pneus e resíduos sólidos.
● O Mito da Resistência: Por que o fracasso no controle muitas vezes é atribuído erroneamente ao inseticida, quando a falha reside em equipamentos descalibrados ou operadores sem treinamento.
● Gestão da Resistência Química: O cenário atual da resistência do Aedes aegypti a piretroides no Brasil e como planejar a alternância de princípios ativos.
● Ações de Rotina vs. Emergência: Quando focar na eliminação mecânica de criadouros e quando é tecnicamente justificado o uso da nebulização ambiental (fumacê).
📋 Tópicos Abordados nesta Aula:
1. Histórico e Evolução: Do modelo vertical centralizado à descentralização das ações de controle pelo SUS.
2. Viabilidade e Fracassos: Determinantes políticos e econômicos que levam programas ao sucesso ou ao colapso operacional.
3. Estrutura do PNCD: Análise profunda dos 10 componentes que regem o programa nacional de arboviroses.
4. Metodologias de Campo: Execução técnica de visitas domiciliares, pesquisa larvária e mobilização social.
5. Intervenção em Pontos Críticos: Protocolos para gestão de imóveis diferenciados e bloqueios de transmissão.
6. Equipamentos e Operação: A importância da manutenção, calibração e reciclagem técnica dos agentes de campo.
7. Avaliação Crítica de Experiências: Por que as ações tardias aumentam custos e reduzem a eficiência biológica do controle.
Este curso ainda não possui avaliações. Seja o primeiro a avaliar!