Instrutor
Denilson Lehn
Instrutor
Ricardo Soares Matias
Aula
1
Atualizado em
27/02/2026
Esta aula promove um debate técnico e regulatório de extrema relevância entre o especialista Denilson Lehn e o Dr. Ricardo Soares Matias, médico veterinário com vasta experiência nos setores de produção, vigilância sanitária e consultoria. O foco central é desmistificar a interpretação da legislação de transporte, diferenciando o que é um "produto perigoso" por sua natureza química daquilo que é tecnicamente classificado como "perigoso para efeito de transporte". Através de uma análise detalhada da Resolução 5947 da ANTT e da RDC 622 da Anvisa, os especialistas orientam como as desinsetizadoras devem proceder para evitar apreensões de veículos e multas indevidas em fiscalizações e blitze.
🎯 Objetivo da Aula
Capacitar o gestor e o operacional de empresas de controle de pragas a interpretar os critérios de toxicidade (DL50 e CL50) que definem o enquadramento de transporte, permitindo a correta documentação e a defesa técnica do transporte de saneantes domissanitários frente às autoridades policiais.
🎓 Você vai aprender:
● Diferenciação Jurídica: Entender que nem todo inseticida é considerado "perigoso" para a ANTT, dependendo diretamente dos índices de toxicidade do princípio ativo.
● Riscos do Transporte de Calda: Por que é tecnicamente arriscado transportar produtos já diluídos e a importância de realizar a diluição no cliente, conforme o Artigo 3º da RDC 622.
● Critérios de Classificação: Como identificar se um produto pertence aos Grupos de Embalagem I, II ou III com base na DL50 oral e dérmica.
● Cálculo de Segurança: Por que ativos como a Lambda-cialotrina (com DL50 oral de 550 mg/kg) estão acima do limite de 300 mg/kg e, portanto, não são perigosos para transporte.
● Documentação Estratégica: O papel vital da Nota Fiscal e a necessidade de o fabricante (ou distribuidor) declarar a não-periculosidade para fins de transporte.
● Defesa em Blitze: Como preparar o funcionário e a documentação (incluindo carimbos com base legal) para explicar à autoridade policial o não-enquadramento do veículo em exigências de carga perigosa.
● Produtos Biológicos: O enquadramento de larvicidas como BTI e Bacillus sphaericus na classe 6.2 (substâncias infectantes) e como justificar sua segurança.
📋 Tópicos Abordados nesta Aula:
1. Contexto Legal: A transição para a Resolução ANTT 5947 e suas implicações práticas.
2. Operação e RDC 622: Diluição no local de aplicação vs. transporte de calda pronta.
3. Padrões Operacionais (POP): A obrigatoriedade de ter pops descritos para transporte e diluição.
4. Classes de Risco: Foco na Classe 6 (Substâncias Tóxicas) e onde os pesticidas se encaixam.
5. Análise de Rótulo e FISPQ: Como extrair dados de toxicidade para comprovar o enquadramento.
6. Mitos da Volatilidade: A questão da pressão de vapor e a formação de neblinas no transporte.
7. Responsabilidade do Fabricante: A obrigação legal de informar a periculosidade de transporte na Nota Fiscal.
8. Segurança de Campo: O uso de carimbos informativos e cópias de legislação para proteção jurídica da empresa.
5,0
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