Instrutor
Fabio Medeiros da Costa
Aulas
3
Atualizado em
26/02/2026
Neste treinamento técnico, o biólogo Fabio Medeiros da Costa, especialista em biologia ambiental e controle biológico, conduz uma imersão profunda sobre o Controle Integrado da Malária. A abordagem foca na realidade brasileira, com ênfase na bacia amazônica, detalhando desde a biologia dos agentes etiológicos e vetores até as estratégias de diagnóstico e os impactos socioeconômicos que perpetuam a doença em regiões tropicais.
🎯 Objetivo da Aula
Ao final deste curso, o aluno será capaz de identificar as principais espécies de plasmódios e vetores do gênero Anopheles atuantes no Brasil, compreender a dinâmica de transmissão em ambientes de risco (como garimpos e hidrelétricas) e aplicar os protocolos corretos de notificação compulsória e encaminhamento para diagnóstico laboratorial.
🎓 Você vai aprender:
Identificação Bio-comportamental: Diferenciar o comportamento de pouso (ângulo de 45°) e o estágio larval dos anofelinos em relação a outros mosquitos como Aedes aegypti e Culex.
Mapeamento de Criadouros Críticos: Reconhecer como atividades econômicas (piscicultura, mineração e infraestrutura) criam ambientes ideais para a proliferação vetorial.
Dinâmica do Parasitismo: Entender os ciclos biológicos no mosquito (esporozoítos) e no ser humano (fase hepática e sanguínea), incluindo a latência do P. vivax no fígado.
Protocolos de Vigilância: Executar a anamnese correta focada no histórico de viagem (últimos 15 dias) e entender o fluxo de notificação via SIVEP-Malária.
Riscos de Disseminação Extra-amazônica: Identificar o potencial de surtos em regiões de Mata Atlântica através da "malária de bromélia" e do fluxo migratório.
📋 Tópicos Abordados nesta Aula:
Aula 1: Conhecimentos Básicos e Impactos da Doença
Agentes Etiológicos: Estudo das espécies Plasmodium vivax, falciparum e malariae (ocorrentes no Brasil) e as formas graves da doença.
Mecanismos de Transmissão: Diferenciação entre transmissão natural (vetorial e vertical) e artificial (transfusões e compartilhamento de seringas).
Ciclo Biológico Integrado: O desenvolvimento do parasita entre as glândulas salivares do mosquito e a corrente sanguínea humana.
Ecossistemas de Transmissão: O impacto de moradias inadequadas, expansão urbana desordenada e grandes empreendimentos (hidrelétricas e rodovias) na saúde pública.
Malária e Pobreza: A relação entre a doença e o baixo desenvolvimento regional, gerando ciclos de absenteísmo escolar e laboral.
Aula 2: Entomologia e Vetores de Malária
Classificação Taxonômica: Posicionamento dos vetores na subfamília Anophelinae.
Vetores Dominantes no Brasil: Estudo detalhado do Anopheles darlingi (principal vetor), A. aquasalis (regiões litorâneas) e o complexo albitarsis.
Morfologia e Hábitos: Padrões de pouso, ausência de sifão respiratório nas larvas e preferências alimentares (antropofilia e endofagia).
Criadouros Específicos: A influência da salinidade para o A. aquasalis e o papel das bromélias (subgênero Kerteszia) na Mata Atlântica.
Ciclo de Vida do Vetor: Estágios de ovo, larva (L1 a L4), pupa e emergência do adulto.
Aula 3: Diagnóstico e Estratégias de Tratamento
Diagnóstico Clínico e Anamnese: A importância de investigar atividades em áreas endêmicas (garimpos, aldeias, turismo).
Padrão-Ouro Laboratorial: A técnica da Gota Espessa: simplicidade, baixo custo e rapidez no resultado.
Estrutura do Laboratório de Malária: Insumos básicos e o papel crucial do microscopista certificado pelo LACEN.
Sistemas de Notificação: Fluxo de dados no SIVEP-Malária e prazos de notificação compulsória (24h para áreas extra-amazônicas).
Fundamentos do Tratamento: Uso de antimaláricos via SUS, eliminação de formas sanguíneas e hepáticas, e a importância da LVC (Lâmina de Verificação de Cura).
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