Instrutor
Ricardo Soares Matias
Aulas
12
Atualizado em
18/02/2026
Este não é um curso sobre "furar chão e injetar veneno". É um treinamento de Engenharia de Controle de Xilófagos. O Prof. Ricardo Matias entrega a biologia pura aplicada ao serviço, ensinando você a identificar se o pó que cai do móvel é de um cupim de madeira seca (que exige tratamento local) ou de uma broca (que tem outro ciclo de vida), evitando diagnósticos errados que custam caro.
Você vai entender a complexidade das sociedades dos isópteros e por que matar os operários não resolve nada se a rainha continuar pondo ovos no solo. O curso abrange desde a identificação taxonômica até as tecnologias mais modernas de detecção e controle, como o sistema de iscagem que usa a trofalaxia para destruir a colônia por dentro.
Você vai dominar:
● Taxonomia Prática: Diferenciar Kalotermitidae (madeira seca), Rhinotermitidae (subterrâneos) e Termitidae (arborícolas/monte) para escolher a estratégia correta.
● Cupim vs. Broca: Como distinguir o dano e a biologia dos Isópteros (cupins) dos Coleópteros (brocas) e por que o tratamento é diferente.
● Tecnologia de Detecção: O uso de equipamentos avançados como detector acústico, ultrassom, raio-x e medidores de umidade para achar o ninho sem quebrar a parede.
● Estratégias de Controle: Quando usar barreira química convencional e quando optar pelo Sistema de Iscas (sentinelas e tóxicas) para monitoramento e eliminação da colônia.
● Ambientes Sensíveis: Técnicas especiais para museus e bibliotecas, como anóxia (atmosfera modificada) e congelamento.
Formar especialistas em xilófagos capazes de realizar diagnósticos precisos (identificando a espécie e a origem da infestação), utilizar tecnologias de detecção não-destrutiva e aplicar a estratégia de controle correta (barreira, isca, expurgo ou tratamento focal) para cada cenário.
🎓 Estrutura do Curso – 12 Aulas
Aula 01: Introdução aos Isópteros e Biologia dos Cupins
Descrição: Aborda a definição e classificação dos isópteros, destacando sua relação evolutiva com as baratas e a reclassificação na ordem Blattodea. Explora também a biologia alimentar, incluindo a simbiose com protozoários e bactérias para a digestão da celulose, e o impacto econômico e ecológico desses insetos.
Aula 02: Hábitos, Comportamento e Tipos de Ninhos
Descrição: Detalha os diferentes hábitos de nidificação dos cupins, diferenciando entre subterrâneos, arborícolas, de montículo e de madeira seca, bem como os danos associados a cada grupo. Discute também comportamentos sociais fundamentais como a trofalaxia e o grooming, essenciais para a higiene e a sobrevivência da colônia.
Aula 03: Estabelecimento da Colônia e Revoada
Descrição: Explica o processo de fundação de novas colônias, iniciando com a revoada e a formação dos casais reais após a perda das asas. Descreve a construção da câmara nupcial, a cópula e o início da postura de ovos, que darão origem às primeiras operárias e ao crescimento do ninho.
Aula 04: Sistemas Reprodutivos e Genética
Descrição: Analisa os sistemas de reprodução dos cupins, diferenciando famílias simples, estendidas e mistas com base na variabilidade genética e na presença de reprodutores secundários. Aborda fenômenos complexos como a neotenia e a sucessão assexuada da rainha, estratégias que garantem a longevidade e a expansão da colônia.
Aula 05: Diferenciação de Castas e Funções Sociais
Descrição: Examina o desenvolvimento e as funções das diferentes castas, esclarecendo as distinções entre larvas, ninfas e pseudergates. Detalha o papel dos operários na manutenção do ninho e alimentação, e a especialização dos soldados na defesa, além da influência hormonal na diferenciação desses indivíduos.
Aula 06: Família Kalotermitidae: Cupins de Madeira Seca
Descrição: Foca na família Kalotermitidae, com destaque para o gênero Cryptotermes, conhecidos como cupins de madeira seca, que constroem ninhos dentro da própria fonte de alimento. Descreve suas características biológicas, como a produção de fezes secas granulares e a ausência de operários verdadeiros.
Aula 07: Família Rhinotermitidae: Cupins Subterrâneos
Descrição: Aborda a família Rhinotermitidae, especificamente os gêneros Coptotermes e Heterotermes, responsáveis por grandes prejuízos em edificações através de ninhos subterrâneos e túneis de forrageamento. Explica sua dependência de umidade, a construção de tubos de lama para proteção e a capacidade de atravessar materiais como concreto.
Aula 08: Família Termitidae: Cupins Arborícolas e de Montículo
Descrição: Apresenta a família Termitidae, considerada a mais evoluída e diversificada, incluindo espécies arborícolas como o gênero Nasutitermes. Destaca a defesa química realizada pelos soldados nasutos, que projetam substâncias viscosas, e a complexidade de seus ninhos e biologia digestiva.
Aula 09: Biologia e Identificação de Brocas de Madeira
Descrição: Introduz as brocas de madeira da ordem Coleoptera, diferenciando-as dos cupins pelo ciclo de vida com metamorfose completa e pelas características do pó expelido. Descreve as principais famílias, detalhando como as larvas causam danos ao escavar túneis na madeira para alimentação antes de emergirem como adultos.
Aula 10: Métodos de Inspeção e Diagnóstico de Infestações
Descrição: Apresenta técnicas e ferramentas para identificar infestações de cupins e brocas, variando de métodos visuais e de percussão até o uso de tecnologias como acelerômetros. Explica como interpretar sinais externos, sons e níveis de umidade para avaliar a presença e a extensão dos danos no interior da madeira.
Aula 11: Barreiras Físicas e Tecnologias de Iscas
Descrição: Apresenta métodos de controle baseados em barreiras físicas e o uso estratégico de iscas impregnadas com inibidores de crescimento ou inseticidas de ação lenta. Discute a importância da trofalaxia para atingir a colônia e fatores como atraentes alimentares e pH do solo na eficácia do manejo.
Aula 12: Barreiras Químicas e Tratamento de Madeira
Descrição: Aprofunda-se nas técnicas de barreira química no solo e tratamento preventivo ou curativo de madeira, analisando a residualidade de princípios ativos e a influência dos solventes na penetração. Explica as vantagens das microemulsões sobre as macroemulsões e menciona brevemente métodos de preservação para acervos históricos.
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