Operação de Controle de Pragas

Colônias de ratos aumentam no inverno? Como Controlar?

Denilson Lehn

Instrutor

Denilson Lehn

Ricardo Soares Matias

Instrutor

Ricardo Soares Matias

Aula

1

Atualizado em

27/02/2026

Esta aula apresenta um bate-papo técnico de alto nível entre o especialista Denilson Lehn e o Dr. Ricardo Soares Matias, um dos maiores especialistas brasileiros em biologia e controle de roedores. O conteúdo foca em desmistificar a crença popular de que a população de ratos aumenta no inverno, explorando como os roedores sinantrópicos se comportam em ambientes protegidos e quais são os gatilhos reais (como chuvas e colheitas) que forçam a migração desses animais para o interior de estruturas urbanas e industriais. A aula combina ciência do comportamento com estratégias práticas de campo, desde o uso de atrativos naturais até a conformidade com a legislação em áreas de alimentos.

🎯 Objetivo da Aula

Capacitar o profissional de controle de pragas a identificar as variações comportamentais dos roedores frente às mudanças ambientais, permitindo a execução de um Manejo Integrado (MIP) eficiente, fundamentado na escolha correta de formulações raticidas e na implementação de barreiras sanitárias estratégicas.

🎓 Você vai aprender:

     O Mito do Clima: Entender que ratos sinantrópicos não hibernam e que sua capacidade reprodutiva não é afetada pelo frio, pois vivem em ambientes climatizados pelo homem.

     Migração Forçada: Como intempéries, enchentes e o fim de colheitas agrícolas provocam o deslocamento de colônias inteiras para dentro de galpões e residências.

     A Ciência do Odor: Por que o olfato (com narinas individualizadas) é o sentido primordial para a aceitação da isca e como usar palatabilizantes (banana, laranja, abacate) para vencer a competição com o alimento local.

     Mitos de Campo: A verdade sobre a "iscas que secam o rato" (desmistificação da mumificação) e por que o cheiro humano nas iscas não é o real causador de refugagem.

     Riscos Sanitários Reais: O perigo da Leptospirose em situações de aglomeração pós-enchente e os riscos de Salmonella em granjas avícolas.

     Segurança e Legislação: A fundamentação legal que permite (e obriga) o combate a roedores em áreas de alimentos, derrubando interpretações errôneas da lei.

     Uso de EPIs: O uso de luvas não para proteção contra intoxicação (via dérmica inexistente), mas para evitar a contaminação cruzada de odores estranhos (perfumes/inseticidas) que geram rejeição.


📋 Tópicos Abordados nesta Aula:

1.    Biologia Comparada: Metabolismo e reprodução de roedores sinantrópicos versus animais que hibernam.

2.    Dinâmica de Infestação em Áreas Urbanas: O papel das enchentes e do abrigo interno no "aparecimento" visual de ratos.

3.    Controle em Áreas Rurais e Industriais: Desafios em granjas, frigoríficos e unidades armazenadoras de grãos.

4.    Estratégias de Cordão Sanitário: Como e quando implementar barreiras externas de proteção.

5.    Testes de Palatabilidade: A importância de variar formulações (blocos, grãos, iscas frescas) conforme a dieta local da colônia.

6.    Olfato e Memória Neuronal: Como o cérebro do rato processa odores e como isso afeta o combate de médio prazo.

7.    Desinformação na Internet: O perigo de gurus e a necessidade de questionar fontes e históricos teóricos.

8.    Manejo em Áreas de Alimentos: Análise técnica da legislação nacional e as exigências de exportação.

9.    O Triângulo do Sucesso no Controle: Encontrar a isca, promover o consumo e garantir a letalidade.

 

Conteúdo do Curso

Módulo Único

1 Aula • 1h 7min
  • Aula: Controle de Roedores: Estratégias e Desafios no Inverno
    67 min

Instrutores

Denilson Lehn

Denilson Lehn

Tecnólogo em Gestão Ambiental, especialista em Controle Integrado de Vetores Pragas, amplo conhecimento Treinamentos de Capacitação de equipes de trabalho. Empresário com mais de 25 anos de experiência profissional no setor de Controle de Vetores e Pragas
Ricardo Soares Matias

Ricardo Soares Matias

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (1977) e mestrado em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990). Tem experiência na área de Atenção Primária de Saúde/Saúde Coletiva, e mais....

Opiniões dos alunos

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Baseado em 1 avaliação

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